"Poemas Quotidianos" de António Reis
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
sábado, 19 de agosto de 2017
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
terça-feira, 1 de agosto de 2017
sábado, 22 de julho de 2017
domingo, 16 de julho de 2017
quarta-feira, 21 de junho de 2017
sábado, 10 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
Excepção à norma minimalista.
Podia ser um grito, mas vivemos tempos de surdos...
Citoyens d'un pays libre, cidadãos sensatos do resto do planeta, a França que me merece loas – e bem podia servir de modelo para edificar uma utopia europeia – é a que tem permitido que ali se encontrem os talentos das guitarras do cigano Django Reinhardt e do filho de italianos George Brassens, a escrita da vietnamita Marguerite Duras e a do polaco Milan Kundera, os pensamentos do negro caribenho Frantz Fanon e os do branco argelino Albert Camus, as telas assinadas pelo espanhol Pablo Picasso e pela portuguesa Vieira da Silva, o cinema da belga Agnès Varda e o teatro da descendente de russos Ariane Mnouchkine, a voz do “arménio” Charles Aznavour e a da italiana Carla Bruni, a arte da fotografia do húngaro Brassaï e a do judeu Willy Ronis, as canções do monegasco Leo Ferré e as do transalpino Serge Reggiani, as composições musicais do russo Igor Stravinsky e a produção cinematográfica do georgiano Otar Iosseliani, o desfile nas telas da alemã Simone Signoret e da libanesa Delphine Seyrig, a ciência da dupla Nobel polaca Marie Curie e a arquitectura moderna do helvético Le Corubusier – o esplendor da francofonia, que só tem paralelo nessas três palavras, vindas de Setecentos e pelas quais vale a pena lutar até à Eternidade: “Liberté, Égalité, Fraternité.”
Ignorar que tudo isto está em risco é suicídio, uma cobarde cedência perante a barbárie!
Apenas.
Podia ser um grito, mas vivemos tempos de surdos...
Citoyens d'un pays libre, cidadãos sensatos do resto do planeta, a França que me merece loas – e bem podia servir de modelo para edificar uma utopia europeia – é a que tem permitido que ali se encontrem os talentos das guitarras do cigano Django Reinhardt e do filho de italianos George Brassens, a escrita da vietnamita Marguerite Duras e a do polaco Milan Kundera, os pensamentos do negro caribenho Frantz Fanon e os do branco argelino Albert Camus, as telas assinadas pelo espanhol Pablo Picasso e pela portuguesa Vieira da Silva, o cinema da belga Agnès Varda e o teatro da descendente de russos Ariane Mnouchkine, a voz do “arménio” Charles Aznavour e a da italiana Carla Bruni, a arte da fotografia do húngaro Brassaï e a do judeu Willy Ronis, as canções do monegasco Leo Ferré e as do transalpino Serge Reggiani, as composições musicais do russo Igor Stravinsky e a produção cinematográfica do georgiano Otar Iosseliani, o desfile nas telas da alemã Simone Signoret e da libanesa Delphine Seyrig, a ciência da dupla Nobel polaca Marie Curie e a arquitectura moderna do helvético Le Corubusier – o esplendor da francofonia, que só tem paralelo nessas três palavras, vindas de Setecentos e pelas quais vale a pena lutar até à Eternidade: “Liberté, Égalité, Fraternité.”
Ignorar que tudo isto está em risco é suicídio, uma cobarde cedência perante a barbárie!
Apenas.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
segunda-feira, 1 de maio de 2017
sábado, 29 de abril de 2017
Nunca Cultives o Absoluto nem o Excesso
Nunca cultives coisas absolutas, como a castidade absoluta ou a sobriedade absoluta: a maior força de vontade é a do homem que gosta de beber e se abstém de beber muito e não a daquele que não bebe de todo. O movimento antialcoólico é um dos maiores inimigos da vontade própria e do desenvolvimento da vontade. Castrar um homem «controlará» certamente os seus impulsos sexuais. Castrar a sua alma também fará o mesmo. A dificuldade é abster.se.
Deves criar um desejo de beber e de fumar e então fumar e beber moderadamente. Graças a este método, não só desenvolverás a tua vontade decisivamente, obrigando-a a impor limites aos teus impulsos, que é a função própria da vontade (e não a eliminação dos impulsos), mas também extrairás o maior prazer possível de beber ou de fumar, pois a Natureza concebeu as coisas de um modo tal que o maior prazer vem depois do maior poder, a temperança, e o sinal da normalidade é este.
Fernando Pessoa, in 'Reflexões Pessoais'
Subscrever:
Mensagens (Atom)








