"As ligações verdadeiras são como o vento que nos despenteia: inesperadas, incontroláveis, mas inevitáveis. São aquele toque que nunca muda, o sabor que persiste, como se a ausência nunca tivesse existido.
O que sentes é o arrepio na pele, o calor no peito, aquele instante imperfeito, que nunca precisou de mais nada.
Há poesia em quem nos reconhece antes mesmo de dizermos quem somos. Em quem lê os silêncios, escuta os gestos e sente o que fica por dizer. O tempo passa mas há quem fique cravado na pele, como um refrão que nunca se esquece.
Há coisas que não se explicam, só se vivem. Não há fuga, nem resistência para esta ligação. Ela simplesmente existe. Um nó invisível que não aperta, um encontro marcado sem precisar de data, uma sintonia que nos embala sem aviso. Deixar estar, sentir, aceitar que certas almas nunca se perdem, apenas se reencontram sempre, como se nunca tivessem partido."

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