Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Musical News

Para quem não viu...
Não perca, Rodrigo Leão com nova data no Centro Cultural de Belém, para a apresentação do seu novo álbum, “A Montanha Mágica”, em Lisboa. Será no dia 24 de janeiro de 2012.

"A 'Montanha Mágica' soa a um tempo diferente e igual, fluído e permanente, difuso como algumas memórias, mas tão real como as palavras impressas num livro. (...) É mesmo novo, este novo trabalho de Rodrigo Leão. Ergue-se com a força dos sonhos, cruza melodias feitas de memórias e mistério, caixinhas de música guardadas em gavetas secretas, guitarra portuguesa que sublinha uma subtil identidade que é portuguesa mas aplaudida por todo o mundo. É novo, este Rodrigo Leão. E, no entanto, conhecemo-lo tão bem...", pode ler-se em comunicado, sobre "A Montanha Mágica".

O concerto tem início às 21h00. Os bilhetes serão colocados hoje à venda.


E ainda grande notícia...
Sétima Legião celebram 30 anos de carreira com regresso aos palcos em 2012!!!!!!


De acordo com declarações de Rodrigo Leão, em entrevista ao site, o grupo deverá reunir-se para “sete ou oito concertos em junho e julho”, dado haver “disponibilidade” e “amizade” para tal.



E mais uma,depois de 19 anos sem nos visitar o regresso.... Amanhã são postos à venda os bilhetes para o Rock in Rio - 2012 - Bruce Springsteen (3 de Junho)!! A preço especial - 58 € até ao fim do ano.












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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Se Me Esqueceres

Quero que saibas
uma coisa.

Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.

Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.

Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.

Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.

.......


Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

domingo, 6 de novembro de 2011

"Não temos amigos ou inimigos, apenas professores!"

Dan Millman
- O caminho do guerreiro pacífico

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

" O Amor está em quem ama, não em quem é amado! "

sábado, 22 de outubro de 2011

Os Grandes Mestres

A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa

1840 - 1955

De 21 Out 2011 a 8 Jan 2012
Das 10:00 às 18:00
Terça a domingo
Das 10:00 às 20:00
Quinta e Sábado
Galeria de Exposições da Sede
Gulbenkian

Encerra Segunda-feira e feriados (25 de Dezembro e 1 de Janeiro)
Dando continuidade à exposição apresentada em 2010 sobre o tema da natureza-morta na Europa, a segunda parte será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais ocorridas na primeira metade do século XX.
Eis a viagem que é proposta através dos vários tempos e geografias da natureza-morta na pintura ocidental, ilustrada com obras maiores dos autores que mais reflectiram sobre este género. A natureza-morta foi sem dúvida pretexto para as indagações dos pintores e é hoje motivo de fascínio para o público em geral. A exposição será comissariada por Neil Cox, Professor da Universidade de Essex, especialista em arte francesa do século XX, com tese de doutoramento sobre Picasso e uma vasta obra publicada bibliografia.

http://www.youtube.com/watch?v=2jZP1hMtNYs&feature=player_embedded

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

" Um beijo é um segredo... que se diz na boca e não no ouvido!"

domingo, 16 de outubro de 2011

Al mal tiempo buena cara!

Sempre um dos meus lemas - Al mal tiempo, buena cara! Chora-se, limpam-se as lágrimas e a Viver!! Cansada de ouvir por todo o lado lamúrias e lamentações...E a crise, e a crise... Anos a gastarmos e a viver-mos todos acima do que podiamos e agora olha... Aguenta!! É o que temos todos de fazer. O mundo está a rebentar de excessos. É urgente parar e reflectir na conduta dos nossos últimos anos. Das crises se renasce mais forte. Aprender a viver com menos, a consumir menos, a aproveitar tudo e a reciclar mais! E com uma cara alegre para os dias feios e frios que virão, será certamente mais fácil!! Salomé

sábado, 8 de outubro de 2011

" É mais divertido ser um pirata, do que pertencer à marinha!" Steve Jobs - Um Génio

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

“Não eduques o teu filho para ser rico, educa-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO” (Max Gehringer) Rodrigo Leão - CCB - 26 de Novembro, apresenta o seu último trabalho !

sábado, 17 de setembro de 2011

« Chegamos sempre tarde demais para os homens,cedo demais para os deuses.»
Heidegger

Sugestão de passeio

A partir do próximo dia 15 de Setembro, e até 27 de Novembro, estará patente em Sintra, no Palácio de Monserrate, a exposição de fotografias únicas dos vencedores do International Garden Photographer of the Year (IGPOTY) 2010, com entrada gratuita mediante aquisição de bilhete para o Parque de Monserrate.


"Morning Splendour" de Charles Needle

A Parques de Sintra – Monte da Lua acolherá esta exposição no Palácio de Monserrate apresentando as fotografias vencedoras do concurso IGPOTY 2010, bem como o portefólio de Henrique Souto, intitulado “Folhas”, vencedor deste concurso em 2008, e até ao momento o único português a conseguir atingir o estatuto de vencedor nesta competição internacional.


"Green Ant stands up to fight" de Colin McCloud

O International Garden Photographer of the Year, agora na sua 5ª edição, consiste na principal competição e exposição mundial de fotografia especializada em jardins, plantas, flores e botânica, aberta a fotógrafos profissionais mas também amadores. Teve lugar pela primeira vez nos Royal Botanic Gardens, Kew, em 2008 e rapidamente se afirmou como o mais relevante evento de fotografia de jardim e plantas. Anualmente, a exposição dos trabalhos vencedores é inaugurada nos Kew Gardens (Reino Unido), percorrendo posteriormente diversos locais do mundo.

O Parque de Monserrate é um dos mais ricos e diversificados jardins botânicos nacionais, constituindo-se, portanto, como local ideal para receber as imagens vencedoras deste prestigiado concurso de fotografia de jardim.

Paralelamente à exposição, irão decorrer dois workshops de fotografia com Henrique Souto, o único vencedor português até ao momento. Estes terão como foco a Fotografia de Natureza, e terão lugar a 15 e 22 de Outubro, das 10h às 17h, incluindo almoço. É necessário que os participantes tragam o seu próprio equipamento fotográfico e tenham já alguns conhecimentos básicos sobre o mesmo.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Liberdade

Antes que a ideia de Deus esmagasse os homens, antes dos autos de fé, das perseguições religiosas da Inquisição e do fundamentalismo islâmico, o Mediterrâneo inventou a arte de viver. Os homens viviam livres dos castigos de Deus e das ameaças dos Profetas: na barca da morte até à outra vida, como acreditavam os egípcios. E os deuses eram, em vida dos homens, apenas a celebração de cada coisa: a caça, a pesca, o vinho, a agricultura, o amor. Os deuses encarnavam a festa e a alegria da vida e não o terror da morte.

Antes da queda de Granada, antes das fogueiras da Inquisição, antes dos massacres da Argélia, o Mediterrâneo ergueu uma civilização fundada na celebração da vida, na beleza de todas as coisas e na tolerância dos que sabem que, seja qual for o Deus que reclame a nossa vida morta, o resto é nosso e pertence-nos – por uma única, breve e intensa passagem. É a isso que chamamos liberdade – a grande herança do mundo do Mediterrâneo.


(...) Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.

Miguel Sousa Tavares, in 'Não Te Deixarei Morrer, David Crockett '

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AUSSIE

Finalmente o canguro pulou até nós, a gama de produtos para cabelo Aussie!!!!!Recomendo a gama toda! Adoro a máscara, o amaciador o shampoo, tudo com um cheiro...Em pleno Supermercado Continente, nem queria acreditar no que os meus olhos viam, (um continua negro e em variações de tons roxos, mas fica bem com a côr dos óculos!).


Salomé

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Hoje, acordei mesmo com o olho à bolenenses!E se restasse alguma dúvida em relação ao motivo deste aspecto,... poderia ser bicho que picou, mas não, de olho negro enfrento os olhares indiscretos de quem pensa que levei um valente murro!E eu que nunca fui apologista de dormir com criancinhas!!...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dez anos depois

(Crónica originalmente publicada na revista Lux Woman)



Separei-me – ou melhor dito, divorciei-me - há dez anos. Era para ter sido no dia 11 de Setembro, mas como caíram as torres de Nova Iorque, e a televisão nos absorveu literalmente, e toda aquela irrealidade tomou conta da nossa pequena e insignificante realidade, foi no dia seguinte. Estava um dia de calor com o sol escondido, aqueles dias que dão sono.

Os anos que se seguiram foram vagamente caóticos, algures entre a negação de um falhanço e aqueles coices disparatados dos animais, sem direcção certa, sem rumo, apenas com vontade. Aos 37 anos eu queria tudo menos perder tempo, por isso decidi refazer a minha vida o mais depressa que fosse possível. Queria voltar a casar, queria ser pai outra vez, queria fazer tudo igual, mas desta vez bem feito. Dei entrevistas em que me declarei “disponível para amar”, e namorei desalmadamente como se não houvesse amanhã. Não demorei muito tempo a perceber que estava a tentar o duplo salto mortal. Algo como: do mesmo autor de um casamento que não correu bem, um resto de vida que vai correr pior...

Acordei antes do salto final para o abismo. E decidi aproveitar o tempo – isto é, viver. O verbo é muito fácil de conjugar, muito difícil de praticar. Viver, nestas circunstâncias, significa uma série de outros verbos: crescer, amadurecer, aprender, esperar, acrescentar. Nem sempre eles se conjugam com os dias, é verdade, mas tentar não custa. Dez anos volvidos, não voltei a casar, não fui pai outra vez, a minha vida foi refeita por mim próprio, aprendendo a estar sozinho, aprendendo a gostar de estar comigo, fazendo conviver vazios emocionais com vazios profissionais, ou momentos de paixão e amor com intensos desafios profissionais. Não consegui encontrar equilíbrios, mesmo quando me disseram que o melhor era não os procurar. Aprendi a viver no caos. E a tirar partido dele.

De certa forma, tornei-me uma espécie de livro permanente de auto-ajuda, procurando tirar dos maus momentos os bons ensinamentos, e aplicando o que fui aprendendo nos passos seguintes. Muitas vezes invejei os casais felizes que via nos restaurantes ou na praia ou no jardim, muitas vezes me interroguei sobre o facto de não ter voltado a casar. Mas a cada pergunta – isto é, a cada momento vivido -, obtive sempre a mesma resposta: não tenho de me resignar a uma vida que me fará infeliz. Nem a uma paz podre sem saída. Nem à submissão a um estereótipo social. A partir do momento em que aprendi a estar comigo, e a gostar de estar comigo, o patamar de exigência subiu: só saio daqui para melhor. Para muito melhor.

E foi como se tirasse o pipo a uma bóia – a pressão baixou, o ar começou a circular livremente, e eu deixei de ser ingénuo quando vejo uma família aparentemente feliz num almoço de domingo.

Passados dez anos, a pergunta é: Pedro, acredita no casamento?

Passados dez anos, a resposta é: claro que sim. Volto a casar.

A única diferença são os anos passados. O que vivi. O que resulta de ter aprendido a diferença entre “ser sozinho” e “estar sozinho”. Ou a diferença entre ter companhia e partilhar a vida. Ou mais rigorosamente: a diferença entre seguir um guião socialmente escrito ou não abdicar de ser feliz. Felizmente, nestes dez anos houve quem me fizesse ver a luz. Melhor é possível. E eu fui muito mais vezes feliz em dez anos “div” do que em outros anos “cas”. Sozinho ou apaixonado. O que quer isto dizer? Algo tão simples que parece tolo, mas talvez devesse ser o começo de qualquer reflexão: somos nós que fazemos a nossa vida.


Pedro Rolo Duarte