Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


domingo, 30 de setembro de 2012

O que tinha de ser

Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher

Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser
Vinicius de Moraes

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Só através dos pormenores podemos perceber o essencial, aprendi assim nos livros e na vida."

 As velas ardem até ao fim - Sandór Marai

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


A oportunidade dança com aqueles que já estão no salão.

[Jackson Brown]

Top Tracks for Angela McCluskey (lista de reprodução)


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Feliz aquela que efabulou o romance


Depois de o ter vivido

...A que lavrou a terra e construiu a casa

Mas fiel ao canto estridente das sereias

Amou a errância, o caçador e a caçada

E sob o fulgor da noite constelada,

À beira da tenda, partilhou o vinho e a vida"

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

“Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afas
te-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que uma derrota honrosa vale mais que uma vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

...
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando está triste e explique-lhe que, por vezes, os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão. Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens. Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.”

Carta de Abraham Lincoln ao professor do seu filho.

 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

" Se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo! "
 Cícero

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Kayhan Kalhor | Shujaat Husain Khan - Fire


"A ordem é o prazer da razão: mas a desordem é a delícia da imaginação"

terça-feira, 4 de setembro de 2012

“Porque sin buscarte ando encontrándote por todos lados, principalmente cuando cierro los ojos.”
“Andábamos sin buscarnos pero sabiendo que andábamos para encontrarnos.”
Julio Cortázar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

É... a minha raça não foi feita para finais felizes! Assim,  na minha vida as histórias são muitas e divirto-me com este carrocel emociante de altos e baixos sempre à velocidade da Luz! E acredito sempre que o melhor ainda está para vir!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Federico Garcia Lorca/Salvador Dali


TARDES ESTIVAIS




Tardes estivais. Sol nas funduras.

Os povoados como faróis de neve sobre um mar.

...Nuvens de cinzento e vermelho como peitos de aves.

Vibrações ardentes sobre céus suaves.

Águas paradas... Imenso dormitar...



Tardes estivais. Solidão dourada.

Caminhos silenciosos, cintas de claridade.

Alamedas verdes em fundos passionais.

Acordes de ouro vivo parecem os trigais.

Inquietante quietude. Raro tom de fa.



Tarde estivais. Triunfo da carne.

O amor ardente cruza o campo veloz.

Num fundo sangrento e de ouros deslumbrantes

abraçam-se Pan e Vénus cercados de bacantes.

Choros e cantares. Som de foices.



Tardes estivais. Carne, carne e carne.

As estrelas fortes dos grandes desejos

iluminam gloriosas, cheias de sonolência,

os doces mancebos, arautos de impotência

que riem eternos, formosos e feios.



Tardes estivais. Tardes estivais.

A luxúria esconde-se sobre a vossa calma.

A ânfora grandiosa das vossas inquietudes

ao derramar-se mata as azuis virtudes.

Chorosas tardes. Naufrágios da alma.