Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

domingo, 27 de março de 2016

sexta-feira, 25 de março de 2016

domingo, 20 de março de 2016

Stand By Me, Ben E King, 1961





George Stubbs


...é uma amostra do pais que temos que a maioria dos visitantes desta exposição temporária na Gulbenkian sejam cidadãos estrangeiros. Aposto que neste Domingo chuvoso os centros comerciais estão à pinha...a Arte para quem a apanhar.

Billie Holiday - All The Way


sábado, 19 de março de 2016

Noche de pa dentro ( o la post depresión de los informativos )


A veces vivo buceando en vez de hacerlo nadando .
A veces la ventana por la que veo el mundo me enseña tantos horrores, tanta vulgaridad, tanto de lo mismo que no quiero estár demasiado despierta, que no me de el aire en la cara, no tener los ojos  abiertos.
Solo el zumbido cálido de la vida que tengo por dentro, las imagenes de los lugares donde he sido feliz, la piel de los que quiero muy cerca, las miradas y las risas, las miles de historias que me han hecho soñar, crecer y volverme pequeña 
A veces solo ¿eh? 

C.

Prelúdio à Tarde de Um Fauno com Lang Lang


quinta-feira, 17 de março de 2016

"To create interesting light, you have to create interesting shadows. So, look at the light and think about the shadows.”
Sly Arena

quarta-feira, 16 de março de 2016

A TRISTE GERAÇÃO QUE VIROU ESCRAVA DE SUA PRÓPRIA CARREIRA

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

domingo, 13 de março de 2016


"Cada (tic-tac) es un segundo de la vida que pasa, huye, y no se repite. Y hay en ella tanta intensidad, tanto interés, que el problema es sólo saberla vivir. Que cada uno lo resuelva como pueda…"
- Frida Kahlo -













quarta-feira, 9 de março de 2016

terça-feira, 8 de março de 2016

"...foi muito tarde que descobri que se chega sempre a uma espera e não a um encontro.
E todos os dias espero irritado com a espera.
e o que espero e me espera, não me acolherá, nem me afastará.
o que espero é o minuto seguinte,
quando a criança atravessar a rua e disser: não há aqui ninguém,...
e continuar a crescer desconhecendo que o amor é uma casa sem retratos
que sirvam de refúgio à morte."