Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


sábado, 9 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013


Ainda não o disse...
mas para que fique registado... das primeiras memórias que tenho na minha vida....
ouvir o som que ecoava de um enorme búzio rosado que o meu avô me mostrava.



"Como o rumor do mar dentro de um búzio
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto"

Sophia Mello Breyner Andresen
"I experience a period of frightening clarity in those moments when nature is so beautiful. I am no longer sure of myself, and the paintings appear as in a dream."
VincentVan Gogh

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nós mudamos... a nossa memória não.
  

ALBERTO CAEIRO, in POEMAS INCONJUNTOS

A MANHÃ RAIA

A manhã raia. Não: a manhã não raia. ...

A manhã é uma coisa abstrata, está, não é uma coisa.
Começamos a ver o sol, a esta hora, aqui.
Se o sol matutino dando nas árvores é belo,
É tão belo se chamarmos à manhã «Começarmos a ver o sol»
Como o é se lhe chamarmos a manhã,
Por isso se não há vantagem em por nomes errados às coisas,
Devemos nunca lhes por nomes alguns.
 


domingo, 3 de novembro de 2013


"Um dia intimista, amniótico, fetal e talvez pós-freudiano - como estar dentro de musgos e de flores de paineira - o chá no bule, a casa numa deriva lenta, as janelas com luzes onde dançam as trevas- E as coisas do mundo, as iras, os casos, as invasões, os medos - todas atenuadas num nevoeiro vago e protector. Um casulo com o seu quê de ambulante. As folhas de chá a abrir lentamente com aquela sabedoria das coisas lentas sem electricidade nem botões on/off. que bom estar no vago e no indeterminado e não saber nada a não ser saber nada, flutuar entre o contorno de cisnes que a luz abandonou, mas não o fogo, que a luz soltou nos abismos das antigas e modernas crónicas dos místicos, que com toda a precisão captam a essência dos dias vagos."

Miguel De Castro Henriques
"Parece que existe no cérebro uma zona perfeitamente específica que poderia chamar-se memória poética e que regista aquilo que nos comoveu, aquilo que dá à nossa vida a sua beleza própria."
Milan Kundera in A Insustentável Leveza do Ser