Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


domingo, 11 de janeiro de 2026

 Al berto | 11 janeiro 1948


E no centro da cidade, um grito.


Nele morrerei, escrevendo o que a vida me deixar. E sei que cada palavra escrita é um dardo envenenado, tem a dimensão de um túmulo, e todos os teus gestos são uma sinalização em direcção à morte - embora seja sempre absurdo morrer. Mas hoje, ainda longe daquele grito, sento-me na fímbria do mar. 


Medito no meu regresso.


Possuo para sempre tudo o que perdi. E uma abelha pousa no azul do lírio, e no cardo que sobreviveu à geada. Penso em ti. Bebo, fumo, mantenho-me atento, absorto - aqui sentado, junto à janela fechada. 


Ouço-te ciciar amo-te pela primeira vez, e na ténue luminosidade que se recolhe ao horizonte acaba o corpo. 


Recolho o mel, guardo a alegria, e digo-te baixinho: Apaga as estrelas, vem dormir comigo no esplendor da noite do mundo que nos foge.

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sábado, 3 de janeiro de 2026

 «La vida es un viaje […]. A veces los años pasan rápido, a veces despacio, y por lo general mantenemos el mismo rumbo. Pero lo que realmente importa son las encrucijadas y la dirección que elijas seguir. Esos son los momentos capaces de cambiar una vida entera.»

“Mil luces en el Sena”
Nicolas Barreau

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026