" Você vive assim, protegido, num mundo delicado e acredita que está a viver.
Depois lê um livro..ou faz uma viagem..e descobre que não está a viver, que está a hibernar. Os sintomas da hibernação São facilmente detectáveis: primeiro desassossega..segundo sintoma, ausência de prazer.
... E é tudo.
Parece uma doença inócua. Monotonia, aborrecimento, morte.
Milhões vivem assim (ou morrem assim) sem saber. Trabalham em escritórios. Conduzem carros. Fazem picnics com a família. Criam filhos. Até que um tratamento de choque acontece, uma pessoa, um livro, uma música..e os acorda e salva da morte.
Alguns nunca acordam. "
Anais Nin in The Diary of Anais Nin
quarta-feira, 18 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, in CORAL (1950), in OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)
Depois da cinza morta destes dias,
Quando o vazio branco destas noites
Se gastar, quando a névoa deste instante
Sem forma, sem imagem, sem caminhos,
Se dissolver, cumprindo o seu tormento,
A terra emergirá pura do mar
De lágrimas sem fim onde me invento.
domingo, 15 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
DOUGLAS MALOCH, in BE THE BEST OF WHATEVER YOU ARE (The Scott Dowd Co., Chicago, 1926), tradução de CARLOS CAMPOS
SÊ O MELHOR DO QUE QUER QUE SEJAS
Se não podes ser um pinheiro no topo do outeiro
... Sê um matagal, em baixo, no vale
Mas sê o mais denso da margem do ribeiro
Sê um arbusto, se não puderes ser a árvore mãe
E se arbusto for impossível, sê a relva do caminho
A fazer mais feliz quem lá vem.
Se não podes ser peixe grande, mas apenas peixe do rio
Sê o peixe mais vivo e fugidio.
Não podemos ser todos capitães, temos que ser tripulação
Algo nos espera, é certo.
Tarefas não faltam, o trabalho é que é pouco
Comecemos pelo que está mais perto.
Se não podes ser auto-estrada, sê um caminho
Se não podes ser o sol, sê uma estrela.
Se ganhas ou perdes, não é pelo pergaminho
Sê o melhor do que quer que sejas
SÊ O MELHOR DO QUE QUER QUE SEJAS
Se não podes ser um pinheiro no topo do outeiro
... Sê um matagal, em baixo, no vale
Mas sê o mais denso da margem do ribeiro
Sê um arbusto, se não puderes ser a árvore mãe
E se arbusto for impossível, sê a relva do caminho
A fazer mais feliz quem lá vem.
Se não podes ser peixe grande, mas apenas peixe do rio
Sê o peixe mais vivo e fugidio.
Não podemos ser todos capitães, temos que ser tripulação
Algo nos espera, é certo.
Tarefas não faltam, o trabalho é que é pouco
Comecemos pelo que está mais perto.
Se não podes ser auto-estrada, sê um caminho
Se não podes ser o sol, sê uma estrela.
Se ganhas ou perdes, não é pelo pergaminho
Sê o melhor do que quer que sejas
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
A crise não vai acabar nunca.
O que poderá mudar é a nossa maneira de encarar a crise, e a vida, habituarmo-nos a viver de maneira mais simples, e cada vez com menos dinheiro. Já foi tempo de vacas gordas, e já nem vacas magras há!
E que não falte o pão...
O que poderá mudar é a nossa maneira de encarar a crise, e a vida, habituarmo-nos a viver de maneira mais simples, e cada vez com menos dinheiro. Já foi tempo de vacas gordas, e já nem vacas magras há!
E que não falte o pão...
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