Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


terça-feira, 17 de julho de 2012



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, in CORAL (1950), in OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)




Depois da cinza morta destes dias,

Quando o vazio branco destas noites

Se gastar, quando a névoa deste instante

Sem forma, sem imagem, sem caminhos,

Se dissolver, cumprindo o seu tormento,

A terra emergirá pura do mar

De lágrimas sem fim onde me invento.



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