Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

CLARICE LISPECTOR, in ÁGUA VIVA (Francisco Alves Editora. 11ª. Edição, RJ, 1990).


Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não-palavra, ao morder a isca,... incorporou-a. O que salva então é escrever distraidamente. (p.25)

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