Nas alturas mais complicadas da minha vida escrevo os melhores capítulos.

Não há passos perdidos.


quinta-feira, 5 de março de 2020

Depois dos poejos...e ainda sem açorda

a minha Cátia, que cuida de todos os recantos e mais alguns do meu pequeno T2, não sendo muitos, no meu caso são muitas as esquinas, mais que não sejam de livros, serve-me para várias outras coisas...dá me motivos vários para desafogo absolutamente exasperados, urgentes, necessários, na primeira página em branco disponível que apanho para despejar as minhas vísceras já que não as devemos guardar em virtude das noites ainda serem piores.
o prato molhado de fim de dia de hoje quando chego a casa desejosa do meu desejado poiso, um terço de canto de sofá, o único que me resta, onde curto as minhas fétidas solidões, já feito a estes 20 de sobrepeso e que não troco por mais nenhum e o sinto absolutamente encharcado. Hoje, a minha Cátia deve ter de repente pensado que nada havendo por fazer…no meio de milhões de hipóteses que lhe poderiam ter ocorrido, que o melhor seria lavar o sofá.
deixou-me uma nota sobre: 
 - o sofá está molhado.
no primeiro momento, achei que teria sido um azar de um copo de água entornado….não! Está absolutamente encharcado. Impróprio para hoje e dias seguintes. A chover lá fora está um tempo decente para ficar por casa, sem sofá seco e de rabo no ar ….sem saber onde o podemos descansar até daqui por três dias. Aguento. Ela afinal é tão perfeita em tudo o resto. Respiro fundo. Aceito. O Budismo tem que me ter servido para alguma coisa.

Ainda para mais tenho as meninas transtornadas, da última da semana passada, que aqui deixo também em registo,...já sei que um dia vem que eu é que tenho mau feitio e isto aliviará a minha carga no oportuno momento explosivo. O despedimento em aproximação. Por causa mais que justa. Mas eu sei que o feitio mau é mais que meu e de mais ninguém.
A semana passada a minha Cátia tal como hoje...nada havendo por fazer, e há, juro que há...mil coisas… leva para a máquina de lavar sem dó nem piedade do resultado, (e a vida que até acaba por ser simples, é tudo ação - reação) tudo o que era boneco de pano, peluche ou peça suave ao toque. Nesse dia o amaciador fugiu, assim como a temperatura da máquina ou o programa indicado.
A nossa entrada em casa deveria ter sido filmada em reação de câmara lenta...a sala era um festival de pelúcia multi-color a secar ao sol. Foi com dor emocional e física que nós, as três mulheres da casa chorámos entristecidas as irreconhecíveis criaturas como crianças com brinquedos estragados. Mas o que importam são as pessoas. Coisas são coisas. Ajudas são preciosas e o que seria de mim sem ela! Nenhuma descrição de foto disponível.

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